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Sistema de Dosimetria por Termoluminescência


O sistema de dosimetria por termoluminescência (TLD) utilizado no DIRE do CTN-LPSR, é baseado em dois leitores Harshaw 6600 semi-automáticos (ver Figura) e nos dosímetros individuais de corpo inteiro modelo Harshaw 8814 contendo dois detectores de LiF:Mg,Ti (TLD-100), colocados sob a filtração adequada para a avaliação simultânea dos equivalentes de dose individuais Hp(10) e Hp(0.07). O sistema de medida é calibrado mensalmente para ambas as grandezas, em condições de referência, num feixe de 137Cs no LMRI do CTN. Este sistema está em funcionamento desde 1996, tendo o CTN apresentado em 2009 junto do IPAC-Instituto Português para a Acreditação a documentação necessária ao processo de acreditação desta técnica de medida, de acordo com a norma EN ISO/IEC 17025:2005.

Leitores de dosimetros termoluminescentes Harshaw 6600 semi-automáticos e respectivos computadores para controlo dos ciclos de aquecimento e registo das leituras existente do laboratóri (25kb),

1. Dosímetros

O dosímetro é o conjunto formado pelo detector inserido no respectivo porta-dosimetro, ver Figura (à esquerda).
Lado direito: porta-dosímetro aberto; ao meio: cartão com dois detectores de LiF:Mg,Ti (TLD-100), identificado com um número e respectivo código de barras; lado esquerdo: dosímetro com etiqueta de identificação para utilização pelo trabalhador. (13 kb).O detector, ou material sensível à radiação, é um cristal de LiF:Mg,Ti (TLD-100), e neste caso, trata-se de um cartão com dois detectores deste material. O porta-dosímetro é um invólucro de plástico preto com dois tipos de filtros, um hemi-esférico de material equivalente a tecido e o outro, uma película de mylar revestida a alumínio. Com o detector sob o primeiro filtro pretende-se avaliar o Hp(10) e com detector sob o segundo filtro o Hp(0,07) que são as grandezas operacionais adequadas para o controlo individual da exposição a radiação externa realizada com dosímetro individual.

Lado direito: porta-dosímetro aberto; ao meio: cartão com dois detectores de LiF:Mg,Ti (TLD-100), identificado com um número e respectivo código de barras; lado esquerdo: dosímetro com etiqueta de identificação para utilização pelo trabalhador.

2. Dosimetria por termoluminescência (TLD)

Chama-se termoluminescência à emissão de luz estimulada pela variação da temperatura de um material. Resumidamente: um detector termoluminescente é um semicondutor ou isolante que tem a propriedade de absorver energia da radiação ionizante que nele incide e de reter essa informação, de maneira estável à temperatura ambiente, durante intervalos de tempo como os usados para o controlo dos trabalhadores. Ao aumentar a temperatura do detector de maneira controlada (por ex., da temperatura ambiente até 300 ºC), o detector emite luz, com um comprimento de onda no domínio do visível. À curva da luz emitida em função da temperatura designa-se curva de termoluminescência, sendo típica de cada material. Em certos materiais a quantidade de luz emitida em função da temperatura designa-se curva de termoluminescência, sendo típica de cada material. Em certos materiais a quantidade de luz emitida é directamente proporcional à dose de radiação absorvida, tornando-os susceptíveis de serem usados como detectores de radiação e como dosímetros. A metodologia de avaliação de doses por este processo designa-se "dosimetria por termoluminescência" usando-se a sigla TLD, do inglês, ThermoLuminescence Dosimetry.

3. Grandezas de medida

Com o dosimetro individual de corpo inteiro faz-se a avaliação simultânea das grandezas operacionais Hp(10) e Hp(0.07), respectivamente, o equivalente de dose individual à profundidade de 10 mm, e o equivalente de dose individual à profundidade de 0,07 mm. Estas grandezas são expressas em sievert (Sv), ou nos seus submúltiplos, por exemplo, o milisievert (mSv). As grandezas operacionais Hp(10) e Hp(0.07) são usadas para estimar a dose efectiva E, e a dose equivalente para a pele Hpele, respectivamente. As grandezas E e Hpele designam-se grandezas de protecção e não são directamente mensuráveis, razão pela qual se recorre às grandezas operacionais. No entanto, é em termos das grandezas de protecção que se estabelecem os limites de dose na legislação legislação nacional (DL 222/08) e europeia (Directiva 96/29/EURATOM).