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Dosimetria Interna

1. Actividades

A manipulação de radionuclidos acarreta um risco de contaminação interna no ser humano, podendo ocorrer por inalação, ingestão ou através da pele. A incorporação de radionuclidos pode advir de acidentes radiológicos e nucleares, acidentes no local de trabalho ou de práticas deficientes, particularmente na manipulação de fontes não seladas, por exemplo, em Medicina Nuclear.
A Dosimetria Interna permite avaliar e quantificar as doses efectivas incorporadas no ser humano, existindo para o efeito várias técnicas de monitorização:

  1. in vivo (medição directa da actividade no corpo humano) e
  2. in vitro (medição da actividade em excreções).

Adicionalmente, a Dosimetria Interna utiliza modelos biocinéticos para estimar, em termos retrospectivos, a actividade incorporada e a dose efectiva comprometida.

As actividades desenvolvidas no âmbito de Dosimetria Interna focam-se na calibração e operação de equipamentos para monitorização de contaminações internas (medidas de corpo inteiro e tiróide) e na utilização de modelos biocinéticos:

  • Calibração de sistemas de detecção in vivo de radiação gama – contador de corpo inteiro e contador de tiróide – com fantomas antropomórficos (BOMAB, RMC-II);

Calibração de sistemas de detecção (24 kb).

Espectro: contador de corpo inteiro (7kb).
Contador de corpo inteiro: contador vertical, incluindo sistema de blindagem para radiação de fundo, equipado com detector coaxial de Germânio hiperpuro (2.78 cm de diâmetro e 4.75 cm de comprimento). Actividades mínimas detectáveis de 580 Bq de Cs-137 e 460 Bq de I-131, em scans de corpo inteiro de 15 minutos.


Espectro: contador de tiróide (6kb).
Contador de tiróide: sistema portátil de detecção equipado detector de iodeto de sódio (2”x2”). Actividade mínima detectável de 20 Bq de I-125, em medidas de tiróide de 8 minutos.

  • Implementação de planos de controlo de qualidade para os sistemas de detecção;
  • Estudo e aplicação de modelos biocinéticos de radioisótopos de interesse (Iodo, Césio, Cobalto, Tecnécio, etc), utilizando programas específicos para o efeito.

Gráfico: Modelo biocinético  I-131 (14 kb).

Outra vertente das actividades incide na avaliação da necessidade de monitorização interna de trabalhadores potencialmente expostos a radiações, aplicando recomendações e critérios da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA) e da EURATOM.

2. Colaborações

2.1. Colaborações Nacionais

  • Diversos Serviços de Medicina Nuclear hospitalares e privados
  • ICNAS (Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde)

2.2. Colaborações Internacionais

  • SCK-CEN (Bélgica)
  • CIEMAT (Espanha)
  • IRSN (França)
  • WG7 (“Internal Dosimetry”) da EURADOS

Colaborações diversas: logotipos (14 kb)

3. Equipamentos

  • Contador de corpo inteiro (Accsuscan II) equipado com detector de Germânio Hiper-puro (Coaxial Ge Detector GC 2520), Canberra;
  • Contador de tiróide, equipado com detector de Iodeto de Sódio (sistema de detecção portátil), ORTEC;

Sistema de detecção: contador de corpo inteiro e tiroide (19 kb).

  • Fantomas antropomórficos para calibração de sistemas de detecção (BOMAB, RMC-II).

Fantomas antropomórficos (12 kb).


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